Caio Fernando Abreu
23.4.09
Mesmo assim insisto
Caio Fernando Abreu
19.4.09
tempo, tempo, tempo...
Pois é... O sábio maior. E o Corinthians está na final do Paulistão. e eu? eu vou muito bem, obrigada.
11.4.09
Pintadinha de Fulô
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô Filisberto de Carvaio.
No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.
Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.
Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.
Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.
Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.
Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva Pintadinha de fulô.
Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.
Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.
Antônio Gonçalves da Silva (Assaré CE, 1909 - idem 2002). Freqüentou a escola por apenas quatro meses, em 1921, mas desde então vem "lidando com as letras", como ele mesmo afirmou. Agricultor, em 1922 já atuava como versejador em festas, e a partir de 1925, quando comprou uma viola, deu início à atividade de compositor, cantor e improvisador. Em 1926 teve um poema publicado no Correio do Ceará, mas seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, seria lançado trinta anos depois, em 1956. Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou, com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos, entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997). Seu último livro, Cordéis-Patativa do Assaré , é de 1999. A poesia de Patativa, que verseja em redondilhas e decassílabos, traduz uma visão de mundo "cabocla", muitas vezes nostálgica e desapontada com as mudanças trazidas pela modernidade e pela vida urbana. Sua obra aborda os valores e os ideais dos camponeses do interior do Ceará, em poemas que tematizam da reforma agrária ao cotidiano dos sertanejos cearenses.
7.4.09
Narasimha
auspiciosos RS
mas eu sinto rasgando, da uma pinicada
nossa, dani
nunca tinha visto esses
é o deus leão ?
a historia dele é espetacular
tinham 2 irmãos
e os dois meditavam muito
eram super devotos aos deuses
um deles meditou tanto mas tanto que chamou a atenção de um deles
e esse deus concedeu um desejo
só que o cara era ruim
nossa
e ele desejou nunca ser ferido ou morto por nenhum animal ou homem
gente
quem é esse?
e foi feito o pedido
e ele conseguiu
ele queria ser mais poderoso que os deuses
e começou uma batalha
e tinha o filho do irmão que
era divino um ser iluminado
e estava em perigo
então o pai meditou tanto tanto que o deus veio a terra e criou um ser que
pudesse matar o cara
que não fosse nem homem e nem fera
e sim os 2 ! e criou um homem leão
olhaa que lindo
nossa, que historia linda
to resumindo né
aí
eu sei
mas é linda, ué, inclusive pela sua narrativa
auspiciosa
calma olha tem mais a parte mais importante
conta
um segundo a Magali
ta
liguei para ele
prontoo
ai nasceu Narasimha
eu liguei pra ele hj....
o deus metade leão e homem que derrotaria o cara
e aí ??
ele foi frio :(
concentra no Narasimha
ta
conta
foi só um aparte
nem ia contar
aí esse deus dilacerou as vísceras o homem mau
porque ele não era nem homem e nem besta
era os 2
sim.... mas e ai?
essa vc já contou..............

é o leão homem!!!!!!!!!!
olha o detalhe da foto
gente que imagem linda
nossaa
o menino iluminado
já dá para ver
meu deus, pera
e sabe quem era o deus ?
vishnu !
em forma de metade leão e besta
olha
o menino dando o colar para ele
quem era o menino?
e o monstro era o próprio pai que queria destruir o filho iluminado que queria
seguir vishnu
metade homem metade fera
o menino era um ser iluminado e devoto a vishnu
são duas encarnações em uma?
vishnu tem 10 encarnações
uma delas Buda
fiquei com a história das duas encarnações na cabeça
ele sempre vem para ajudar
tendi
que foto forte Dani
tem mais detalhes
lindíssima
e forte
tipo o cara não podia ser morto nem de dia nem de noite
e foi morto no crepúsculo
pediu a Brahma que não fosse morto por qualquer criatura jamais criada, ou por qualquer criatura nascida de uma mãe, de um pai, de um ventre, de um ovo ou gerada por qualquer outra entidade viva criada, nem de dia nem de noite, que não morresse em um canto de lugar algum, nem na terra, nem na água e nem no ar, que não fosse morto por qualquer tipo e arma, que o metal jamais perfurasse sua carne, que sempre estivesse livre de doenças provocadas por microrganismos, que sempre fosse protegido de catástrofes naturais e que o seu próprio corpo e mente não fossem jamais causa da sua morte.
que louco isso
Vixnu encarnou como Narasinha (entidade viva sem forma definida, mais parecida como um leão) e jocosamente cumpriu as bênçãos proferidas por Brahma: a sua forma era inusitada e jamais havia sido criada por Brahma, ele surgiu do meio de um pilar de pedra e não foi gerado por uma mãe, pai, ventre, ovo, etc., sua morte ocorreu no crepúsculo, nem de dia e nem de noite, Vixnu o matou sobre o joelho é o tipo de “lugar nenhum,” nem na terra, nem na água e nem no ar, e a unha não é um arma de metal) e foi assim que o demônio morreu gozando de excelente saúde!
nossa !! (...)
6.4.09
a Arte do Silêncio
Só para recordar...
*A arte imita a vida ou é a vida que imita a arte?

