19.9.08
4.9.08
Na estrada
Mascando chicletes
Buzinas no ouvido... O carro passa
A lua dá um sorriso enquanto o bafo
quente do ar parado ultrapassa a fresta aberta
dou uma lenta tragada no Marlboro
e se a morte é para vir, que venha lenta
enquanto isso barcos navegam no rio
que continua indo, indo
Embora nada mais seja tão limpo
o que vejo da janela já morreu antes que eu
Mais um trago. Mais um farol. Mais um passo.
Mais um cigarro. Passo. Buzina grita!
Calmaíseumotorista todomundo
querpas ... ar ... sópodiasertaxista...
Os barcos, agora em alto mar.
jogam água pra todo lado. Na tempestade
nunca me afastei do barco. Por amor.
pela bolha do chiclete
Meu coração, que esquenta com o bafo doce
(Não sei se do ar parado ou se
tão grande a bolha cor-de-rosa)
Explodiu.
1.9.08
Na Estrada (on the road)
"Quem me descreveria com mais verdade, se ninguém me conhece melhor que eu própria me conheço?" (Elogio da Loucura, Erasmo de Roterdam)
Já dormiu no meio da mata
Cuidou de fogueira de madrugada
Vendeu tatuagem de Henna na praia
Desceu um viaduto de rapel
E parou um avião pra descer
Não foi pro Recife, mas foi pra Bahia (de ônibus)
Já chegou no fim do casamento (e era madrinha)
Quebrou um dente pulando em uma piscina (aos 29)
Participou de um ritual xamânico (pela bagatela de R$ 650)
Fez uma exposição de quadros (3X)
Matou um bonsai sem querer
E o outro, deixou morrer
Já escreveu poesias e cartas de amor
Descobriu que o eterno acaba
E que a vida continua
Foi ao Rio e não viu o Cristo Redentor
Mas conversa com Deus
Já teve medo da morte
Amou demais
Machucou e foi machucada
E comeu pão que o diabo amassou
Amou de menos
Teve medo da vida
Pagou conta que não devia
E ouviu o que não merecia
Já falou mais do que precisava
Deixou de falar o que gostaria
Esqueceu o que queria
Quis o que não tinha
Hoje tem o que nem sabia
Que a vida lhe daria.
Cuidou de fogueira de madrugada
Vendeu tatuagem de Henna na praia
Desceu um viaduto de rapel
E parou um avião pra descer
Não foi pro Recife, mas foi pra Bahia (de ônibus)
Já chegou no fim do casamento (e era madrinha)
Quebrou um dente pulando em uma piscina (aos 29)
Participou de um ritual xamânico (pela bagatela de R$ 650)
Fez uma exposição de quadros (3X)
Matou um bonsai sem querer
E o outro, deixou morrer
Já escreveu poesias e cartas de amor
Descobriu que o eterno acaba
E que a vida continua
Foi ao Rio e não viu o Cristo Redentor
Mas conversa com Deus
Já teve medo da morte
Amou demais
Machucou e foi machucada
E comeu pão que o diabo amassou
Amou de menos
Teve medo da vida
Pagou conta que não devia
E ouviu o que não merecia
Já falou mais do que precisava
Deixou de falar o que gostaria
Esqueceu o que queria
Quis o que não tinha
Hoje tem o que nem sabia
Que a vida lhe daria.
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